Entrevista a Jordão Diogo

Jordão Diogo nasceu em Lisboa no dia 11 de Novembro de 1985. Estreou-se no Alverca na época de 2003/2004. Jogou na Inglaterra, Islândia e atualmente joga na Grécia. Tem como atributos principais, a força e a velocidade.

A tua carreira como jogador profissional, conta praticamente com passagens por clubes no estrangeiro. Alguma razão em especial? Pensas que em Portugal não se dá o real valor ao jogador Português?
Sem dúvida. Em Portugal quando tinha 18 anos e subi a sénior, o Alverca emprestou-me por uma época ao Carregado, sendo que o Alverca acabaria por falir no ano seguinte. Assim sendo, decidi tentar o estrangeiro com 19 anos, por saber que em Portugal as oportunidades para os jogadores jovens era mínima e sabendo também que se jogasse mais um ano na III Divisão tornar-se-ia mais difícil ter oportunidade de jogar na I Liga ou II Liga.

Estiveste durante 3 anos a jogar na Inglaterra. Para ti, é o melhor campeonato do mundo? Como é que os adeptos de Inglaterra vivem o futebol?
Sim, sem dúvida a melhor liga mundial, embora tenha passado pelas divisões inferiores a forma como as pessoas vivem o futebol em Inglaterra é algo muito bonito de se ver e também, no meu caso, de fazer parte.

Foste campeão na Liga Islandesa. Qual foi a sensação de te tornares campeão? Foi a melhor surpresa que tiveste no mundo do futebol até hoje?
Antes de ser campeão, ganhei a taça Islandesa, o que em si foi uma sensação muito boa, por ser o segundo maior título que se pode alcançar em qualquer liga de futebol. Enquanto ao ser campeão, é fantástico, nada melhor que a sensação de dever comprido. Sim, sem dúvida, foi das melhores surpresas que tive.

Atualmente jogas na Grécia, no Panthrakikos. Como está a correr esta nova aventura?
A aventura somente começou há 2 semanas sendo que estive em recuperação durante um mês, agora começo a disfrutar desta linda aventura e estou a adorar, espero que seja o começo de algo muito bom para o meu futuro futebolístico.

Com as dificuldades que a Grécia está a passar, os adeptos ainda ligam ao futebol? Os estádios continuam a ter muita gente em dia de jogos?
O primeiro ano em que joguei na Super Liga Grega, a qualidade era superior e também a adesão por parte dos adeptos era maior, penso que a crise, pelo menos para os fanáticos fãs gregos, não é problema para se ir aos estádios, mas sim a quebra de qualidade da liga faz com que seja menor a adesão. Neste momento, são poucas as equipas que lotam os seus estádios.

Em que equipa sonhas jogar um dia? Pensas que é um sonho que se pode tornar real?
Sonhos neste momento honestamente não tenho… as equipas que admiro muito e como qualquer profissional desejo sempre ir para melhor mas especificamente não tenho nenhuma. Em relação a chegar a essas equipas mais estruturadas, sim acredito que pode tornar-se real. O futebol é uma caixinha de surpresas.

A tua família sempre te acompanhou na passagem pelas diferentes ligas? O que é que a tua família pensa da tua situação profissional?
Fisicamente, somente na Islândia, onde tinha o meu irmão mais velho que sempre foi o grande pilar da minha carreira. Aqui na Grécia só acompanham pela televisão. Transmitem-me o orgulho que têm em mim pelo que consegui até hoje e apoiam-me, lembrando-me que nada é impossível.

Quem é o teu melhor amigo no futebol?
O meu melhor amigo no futebol? Complicada essa pergunta, tenho muitos mas, sem dúvida, aquele com que mantenho mais contacto e uma grande amizade é o Filipe da Costa (Panserraikos). Mesmo em equipas e cidades diferentes, sempre que possível estamos juntos.

Qual foi o atacante mais difícil que tiveste de marcar até hoje?
Sidney Gouvou talvez.

No mundo do futebol, que outros profissionais admiras sem ser jogadores de futebol?
Admiro desde os roupeiros aos presidentes. Penso que cada um tem a sua função e se for bem desempenhada, então o clube caminha em direção ao sucesso. Admiro toda a gente que faz um bom trabalho.

Tens algum episódio com algum adepto que queiras contar?
Não tenho qualquer episódio estranho com os adeptos. Felizmente.

Queres deixar uma mensagem aos utilizadores do AutoGolo?
O que posso dizer em relação ao AutoGolo é que a forma profissional como fui abordado para a entrevista, e se ela for mesma utilizada, posso garantir aos utilizadores que será um site muito interessante.
Grande abraço
Jordão Diogo

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