Entrevista a Salvador Agra

Joga na Serie A de Itália e orgulha-se de ser português. Salvador José Milhazes Agra nasceu a 11 de Novembro de 1991. Natural de uma terra que forma muitos bons jogadores, Vila do Conde, jogou apenas pelo clube rival, Varzim. Salvador Agra na primeira pessoa, no AutoGolo...

Como está a correr a primeira época fora de Portugal? Tem sido fácil a adaptação ao campeonato italiano?
Está a correr tudo bem, tenho encontrado pessoas fantásticas que me dão apoio e a minha família tem sido a minha maior força. Em relação ao campeonato italiano, estou a gostar desta nova etapa na minha carreira, até porque as coisas me têm corrido bem.

Qual foi a maior dificuldade nesta mudança?
Foi sair de pé da minha família, da minha terra, dos meus amigos. Mas também de estar a perder o crescimento da minha irmã mais nova que leva já 13 anos, ou seja, tudo passa rápido.

Qual foi o momento mais difícil da tua ainda curta e promissora carreira?
O momento mais difícil foi quando perdi a minha avó e quando fiquei inanimado no jogo com o Leiria, na época passada pelo Olhanense.

O sonho de chegar à seleção é um objetivo a concretizar nos próximos tempos?
Sim, todos os jogadores ambicionam sempre chegar a esse patamar, é o auge da carreira de um jogador e eu não fujo à regra.

És natural de Vila do Conde, terra que produz muito bons jogadores como Hélder Postiga, Fábio Coentrão, Paulinho Santos, Joaquim Vitória, mas nunca jogaste na equipa local que é o Rio Ave. Alguma razão para isso acontecer e teres optado ir jogar para o Varzim, rival do Rio Ave?
A paixão pelo Varzim, os meus familiares serem todos varzinistas e desde que entrei no clube tudo foi fantástico, coisas que ainda hoje me lembro. O nome Varzim a mim diz-me muito. É o clube do meu coração. Sonho um dia poder regressar.

Começaste num modesto clube como o Varzim, atualmente na II Divisão Portuguesa, e agora estás a jogar no Siena que está na Serie A. Em que clube sonhas jogar?
Sonho jogar num clube de alto nível como todos os jogadores. Mas há um clube que eu gosto muito e que é o Manchester United.

Achas que um dia esse sonho se vai realizar?
Tudo depende de mim. Eu trabalho todos os dias para ficar cada vez melhor e tentar alcançar os meus objetivos.

Qual é a tua referência no futebol mundial?
Luís Figo.

Messi ou Ronaldo? Qual deles é para ti o melhor do mundo?
Fácil responder. Cristiano Ronaldo.

Qual foi o defesa mais difícil de ultrapassar que encontraste ao longo da tua carreira?
Bruno Alves.

E o melhor companheiro dentro de campo?
Nelson, Nelson Oliveira, Mário Rui, Ivanildo, Regula, Dady, Wilson Eduardo, Rui Coentrão, Alex Freitas, Ventura, André Pinto, entre outros...

Qual foi o treinador que te marcou mais?
Sérgio Conceição e António Cacheira.

Quem é o teu melhor amigo no futebol?
Ivanildo.

Tens intenções um dia de voltar a jogar no campeonato português?
Não sei. Nunca se sabe o dia de amanhã.

Foi difícil afastares-te da tua família? O que é que eles pensam da tua situação profissional?
Sim, foi difícil ao início ir sozinho para Espanha e depois vir para Siena mas eles estão sempre em contacto comigo e dão-me muita força para eu superar isso. Foi a vida que eu escolhi e estou a ser forte para que um dia se orgulhem de mim. A minha família apoia-me em tudo, nunca me cortam as pernas desde que tomei a iniciativa de jogar futebol. Para mim, eles são tudo na minha vida.

No mundo do futebol, que outros profissionais admiras sem ser jogadores de futebol?
O meu pai, a minha mãe, irmãs, resumindo a família. Uma pessoa, ou seja, família pela qual tenho muito respeito e me ajudou desde miúdo na minha infância é o Sr. Alberto Soares (ex guarda-redes Rio Ave), a sua esposa e o seu filho, que é um irmão para mim. Todos estes que mencionei são o topo para mim na minha vida.

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